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Como saber se o site traz cliente: os três números que importam
Quantas pessoas visitaram, de onde vieram e quantas tocaram no botão de contato. Onde ver cada número de graça e o que fazer quando um deles está baixo.

Três números bastam: quantas pessoas visitaram o site, de onde elas vieram e quantas tocaram no botão de contato. O terceiro dividido pelo primeiro diz se o site está trabalhando. Tempo na página, taxa de rejeição e mapa de calor são detalhe para quem já olha esses três todo mês.
Nenhum deles exige ferramenta paga. Um contador simples no próprio site dá os três, e dois serviços gratuitos do Google mostram o que acontece antes da visita, na busca e no mapa.

1. Quantas pessoas visitaram
É o tamanho do movimento. Sozinho diz pouco: 300 visitas podem ser muito para uma oficina de bairro e quase nada para uma loja que vende para o país inteiro. O que interessa é a direção. Subiu depois que você pôs o endereço no cartão? Caiu quando parou de postar?
Um cuidado: uma parte das visitas a qualquer site é de programas automáticos, os robôs dos buscadores e das ferramentas. Um contador honesto deixa esses de fora, senão o número fica bonito e não quer dizer nada.
2. De onde vieram
Busca do Google, mapa, Instagram, anúncio, o QR code do balcão, o link que alguém mandou no WhatsApp. Esse número diz onde vale a pena insistir. Se oito em cada dez visitas vêm do mapa e você gasta as tardes editando vídeo para o Instagram, o número está pedindo outra divisão do seu tempo.
A origem se descobre marcando os links: cada anúncio, cada QR code e cada perfil aponta para o site com a sua marca no endereço. Como fazer está em para onde o clique do anúncio vai.
3. Quantas tocaram no WhatsApp ou no "Ligar"
É o número que paga a conta. Visita que não vira contato é vitrine sem porta.
Divida os contatos pelas visitas. Se 400 pessoas visitaram e 20 tocaram no botão, são 5 em cada 100. É um exemplo, e não uma meta: não existe um número certo que valha para todo negócio, e não encontrei pesquisa confiável com essa proporção para pequenos negócios no Brasil. A comparação que funciona é com você mesmo, no mês anterior.
Há um quarto número que nenhum site enxerga: quantos contatos viraram venda. Esse só você tem. Uma folha ao lado do caixa, com um risco para cada cliente que diz "vi o site", resolve. A mensagem pronta do WhatsApp ajuda: ela já chega dizendo de onde a pessoa veio.
Antes da visita: o que o Google mostra de graça
Perfil da Empresa no Google. Na ficha do mapa, a opção "Performance" mostra quantas pessoas viram o perfil, quantas tocaram no botão de chamada, quantas pediram rota e quantas clicaram para abrir o site. Só aparece para perfil verificado.
Search Console. É o serviço gratuito do Google para donos de site. O relatório de desempenho mostra as impressões (quantas vezes um link do seu site apareceu numa busca), os cliques e a posição média, além das palavras que as pessoas digitaram. O próprio Google avisa que não é preciso se inscrever para aparecer na busca. Ele serve para ver, não para entrar.
| O número | Onde aparece | O que responde |
|---|---|---|
| Impressões e cliques na busca | Search Console | O Google mostra o site? As pessoas clicam? |
| Visualizações, chamadas e rotas | Perfil da Empresa | A ficha do mapa está sendo vista? |
| Visitas e origem | Contador do site | Quanta gente chegou, e por onde? |
| Toques no WhatsApp e no "Ligar" | Contador do site | Quantas visitas viraram contato? |
Como ler: quatro situações
- Poucas visitas, poucos contatos. O problema é ser achado, e não a página. Comece pelo Google Maps e veja por que o site não aparece no Google.
- Muitas visitas, poucos contatos. As pessoas chegam e vão embora. Falta o preço, o botão está escondido ou a página demora. Meça a velocidade antes de mexer no texto.
- Poucas visitas, mas boa parte vira contato. A página funciona. Agora vale trazer mais gente, com anúncio ou com o QR code em mais lugares.
- Muitos contatos, poucas vendas. O site fez a parte dele. Olhe o atendimento: quanto tempo a resposta demora, e se o preço dito na conversa é o da página.
A situação 2 é a do site que ficou bonito no computador e não foi pensado para o celular. Na 4, o site leva a culpa de um problema que está na resposta.
O que não precisa olhar ainda
Tempo médio na página, páginas por visita, taxa de rejeição, idade e cidade do visitante. Tudo isso existe e tem uso, mas só depois que os três números estiverem no caderno há alguns meses. Antes disso, é assunto para adiar a única pergunta que importa: quantas conversas o site trouxe.
Também não é preciso seguir o visitante pela internet para contar. O contador que uso nos sites que faço não usa cookie e não guarda nada da pessoa: ele soma, por dia, as visitas que chegaram por cada origem e os toques em cada botão.
Como eu entrego isso
Em todos os planos, você recebe todo mês, por mensagem, quantas pessoas visitaram o site e quantas tocaram no WhatsApp. No Profissional, vem também o relatório de onde vieram os contatos e, aos 90 dias, uma conversa com os números e os ajustes que eles pedirem. O QR code do balcão já sai com a origem marcada, para aparecer separado na conta.
Fontes
- Sobre o Search Console — Ajuda do Search Console
- O que são impressões, posição e cliques? — Ajuda do Search Console
- Entender a performance e os insights do seu Perfil da Empresa — Ajuda do Perfil da Empresa no Google
- Criadores de URLs: coletar dados da campanha com URLs personalizados — Ajuda do Google Analytics