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Instagram basta, ou meu negócio precisa de site?

Para começar, Instagram e WhatsApp bastam: é assim que a maioria dos pequenos negócios vende. O site passa a fazer falta em três situações, e dá para saber se você está numa delas.

Para começar, Instagram e WhatsApp bastam, e é assim que a maioria dos pequenos negócios vende pela internet hoje. O site passa a fazer falta em três situações: quando o cliente procura no Google pelo que você faz, e não pelo seu nome; quando você vai pagar anúncio; e quando o seu negócio não pode depender de uma única plataforma, que não é sua.

Se nenhuma das três é o seu caso, um site não vai mudar o seu mês. Se alguma é, ele deixa de ser enfeite e vira ferramenta.

Close de duas mãos segurando um celular sobre o balcão de uma pequena loja, com prateleiras de produtos desfocadas ao fundo.
O balcão de muita loja hoje é este. A pergunta é o que acontece com quem ainda não segue você.

Você não está atrasado por não ter site

Os números dizem que o normal é vender por mensagem. Na pesquisa do Sebrae com 6.345 donos de pequenos negócios, de 2022, a principal ferramenta de venda digital era esta:

Fonte: Sebrae, pesquisa Transformação Digital nos Pequenos Negócios, edição 2022.
Principal ferramenta de venda digitalPequenos negócios
WhatsApp74%
Redes sociais42%
Site próprio17%

Na mesma pesquisa, só 27% dos pequenos negócios tinham site, nove pontos a menos que em 2018. Entre os que estavam em alguma rede social, 94% tinham perfil no Instagram.

Empresas maiores não fogem muito disso. Na TIC Empresas 2023, do Cetic.br, que ouve empresas com dez pessoas ou mais, 52% das pequenas tinham site, praticamente o mesmo de 2019. Entre as que vendiam pela internet, 80% usavam aplicativo de mensagem, 40% as redes sociais e 29% o próprio site.

Então a pergunta não é "todo mundo tem, e eu?". É: o que o site faz que o perfil não faz?

Situação 1: o cliente procura pelo serviço, não pelo seu nome

O Instagram é ótimo para quem já conhece você, ou para quem recebeu a indicação de um amigo. Ele mostra o seu trabalho para quem segue, e para quem o aplicativo decide mostrar.

Quem digita "conserto de geladeira perto de mim" está em outro lugar: no Google, com o problema na mão, pronto para chamar alguém. O que aparece ali é o mapa, com as fichas dos negócios da região, e as páginas que respondem à busca.

As publicações de contas profissionais públicas até podem aparecer no Google, segundo o próprio Instagram. Mas uma foto com legenda não responde "abre até que horas?", "atende no meu bairro?" e "quanto custa?". Uma página com o seu endereço, o horário, os serviços e o botão de WhatsApp responde.

O primeiro passo aqui nem é o site: é o Perfil da Empresa no Google, que é gratuito e põe o negócio no mapa. O site é o segundo, e é para onde a ficha aponta quando o cliente quer saber mais.

Situação 2: você vai pagar anúncio

Anúncio que leva para o perfil do Instagram deixa a pessoa numa grade de fotos, e a tarefa de achar o preço, o endereço e o botão certo fica com ela.

Anúncio que leva para uma página feita para aquela oferta entrega a pessoa na frente do botão de WhatsApp, com a mensagem pronta. E permite contar: quantos chegaram, quantos tocaram no botão, de qual anúncio vieram. Sem essa conta, você paga anúncio sem saber qual deles funcionou.

Situação 3: o perfil não é seu

O perfil é uma conta dentro da plataforma de outra empresa. As regras, o alcance das publicações e o próprio funcionamento são decididos por ela.

Em 4 de outubro de 2021, Facebook, Instagram e WhatsApp saíram do ar ao mesmo tempo, no mundo todo. A própria Meta explicou depois que a causa foi uma mudança de configuração errada nos seus roteadores. Quem só existia ali ficou sem vitrine e sem telefone, sem ter feito nada errado.

Um site com domínio registrado no seu CNPJ não depende disso. Ele continua no ar quando a rede cai, e continua seu se você trocar de fornecedor. É por isso que vale conferir no nome de quem está o seu domínio.

O caminho do meio, que resolve a maior parte dos casos

Não é Instagram ou site. A ordem que faz sentido para quase todo pequeno negócio:

  1. Instagram e WhatsApp Business, que você provavelmente já tem.
  2. Perfil da Empresa no Google, gratuito, com endereço, horário, fotos e avaliações.
  3. Uma página só, com o que você vende, onde fica, quando abre e um botão de WhatsApp com a mensagem pronta. É o que a ficha do Google e os seus anúncios passam a apontar.

O terceiro passo é o meu plano de entrada: R$ 999 para fazer e R$ 99 por mês, com o domínio incluído. Mas uma página assim também dá para montar sozinho numa plataforma; a conta do tempo está em fazer o site sozinho ou contratar, e a dos preços em quanto custa um site em 2026.

Quando o Instagram basta mesmo

Há negócio que não precisa de site agora, e é melhor dizer isso antes de vender um. É o caso quando:

  • Quase todo cliente chega por indicação ou já segue você.
  • Você não anuncia e não pretende anunciar.
  • O que você vende se explica numa foto e numa conversa.

Nesse caso, o melhor uso do seu tempo é manter o perfil em dia e criar o Perfil da Empresa no Google. O site entra quando uma das três situações aparecer, e elas costumam aparecer junto com a vontade de crescer.

Fontes

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